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Theatro da Paz

Lugar histórico · Belém

Foto de Theatro da Paz
Foto: Celso Roberto de Abreu Silva from Belém, Brasil, CC BY 2.0, Wikimedia Commons

Sobre o lugar

Theatro da Paz localiza-se na Praça da República, em Belém, Pará. Foi projetado pelo engenheiro pernambucano José Tibúrcio Pereira Magalhães no estilo neoclássico e inaugurado em 1878 no contexto da então província do Grão-Pará (1821–1889) e do período áureo da exploração da borracha na Amazônia (1871–1914). É considerado pelo IPHAN um teatro-monumento e patrimônio histórico, além de ser o primeiro teatro de ópera da Amazônia e um dos primeiros teatros líricos do Brasil. Em 2026, foi tombado como Patrimônio Mundial da UNESCO.

Desde
1878
Patrimônio
Bem tombado pelo IPHAN
Site oficial
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A história do lugar

Com a pressão da nova elite, o governo da província contratou o engenheiro militar pernambucano José Tibúrcio Pereira Magalhães para projetar o novo teatro, inspirado no Teatro alla Scala, de Milão. Em 3 de março de 1869, o arcebispo-primaz Antônio de Macedo Costa lançou a pedra fundamental, batizando-a com o nome "Nossa Senhora da Paz", em referência ao fim da Guerra do Paraguai (1864-1870). Porém, este posteriormente modificou o nome, ao observar que a denominação “Nossa Senhora” seria indigno para um espaço onde ocorriam apresentações não eclesiásticas ("apresentações mundanas").

A construção do edifício aconteceu entre 1869 e 1874, estendendo-se em razão de diversas dificuldades envolvendo engenheiros, governo, construtores e o custo final da obra. Construído por Calandrine de Chermont com pequenas alterações introduzidas pela repartição de Obras Públicas, a obra foi finalizada em 1874 mas, devido a denúncias contra os construtores, um inquérito foi iniciado e o teatro apenas foi inaugurado em 15 de fevereiro de 1878.

O teatro foi inaugurado com público formado pela aristocracia de Belém, ao som do drama do francês Adolphe d'Ennery As duas órfãs e da orquestra sinfônica do maestro Francisco Libânio Collas, espetáculo da companhia de Vicente Pontes de Oliveira, que teve um contrato que durou cinco anos, tornando-o encarregado pela iluminação, decoração, coreografia no teatro, além de organizador da agenda de eventos.?

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Onde fica

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